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19 de set. de 2010

DIA MUNDIAL SEM CARRO


Dia 22/09, quarta-feira, será o dia mundial sem carro. O objetivo da ação, que se iniciou em 1988, na França, é conscientizar as pessoas sobre os danos da emissão de gases do efeito estufa e ressaltar a importância do uso sustentável dos meios de transporte. Curioso saber que a campanha existe a bastante tempo, mas tenho observado que o numero de automóveis tem aumentado drásticamente em toda parte do mundo, e claro, Rio e São Paulo não ficam atrás nesta estatística.

Tudo bem que ter um carro em alguns casos é importante, mas existem pessoas que realmente nao tem consciência da utilidade do automóvel e faz deste uma inutilidade. Conheço pessoas que usam carro a uma curta distância, podendo fazer o percurso a pé e pesquisas revelam que em muitas familias, cada membro possui seu próprio carro. As pessoas querem cada vez mais colocar o automóvel na rua como se o automóvel fosse um status. Mas estas mesmas esquecem que o automóvel emite monóxido de carbono que destrói a nossa natureza, e claro, também contribui para o sedentarismo. Portanto, é de extrema importância esta campanha, com o objetivo de incentivar as pessoas a andarem mais de bicleta ou a pé para ter mais saúde e claro, menos monóxido sendo lançado ao ar.

Mas também não devemos deixar de lado que no Brasil, existe um motivo claro das pessoas serem 'obrigadas' a utilizarem o carro, infelizmente na maioria das grandes cidades o transporte público é bastante problemático, sem falar que a malha cicloviária, apesar de ter crescido consideravelmente, ainda é muito baixa, enfim... Devemos sim exigir ao maximo uma compreensão melhor sobre o uso efetivo do carro, mas também, cobrar principalmente das autoridades, melhorias no transporte (principalmente os de massa e que não poluem, como exemplo, trens e metrôs).

Eu como não tenho carro, apoio essa iniciativa, como também já participo automaticamente, e sinceramente, se fosse possível, iria de bicicleta até o meu trabalho, só não faço porque moro bem distante do local de trabalho, mas para quem não abre mão de seu carro, até mesmo para ir a padaria que fica na esquina da própria rua onde reside, faça um esforço, não por mim e pela minha apelação, mas pelo nosso meio ambiente, até porque isso é apenas uma única vez ao ano.

ESTACIONAMENTO PROIBIDO

Na quarta-feira (22), o Centro do Rio de Janeiro terá mais de 2 mil vagas com o estacionamento proibido, o que significa o dobro do que foi estipulado em 2009, quando a cidade também aderiu ao movimento.

Outra medida que será adotada pela prefeitura, e que será permanente, é a redução de velocidade para no máximo 30 km/h em nove bairros das zonas Oeste, Norte e Sul, para permitir o tráfego de bicicletas e carros em uma mesma via. São as chamadas Zona 30.

Os bairros que terão a chamada Zona 30 são: Grajaú, Campo Grande, Santa Cruz, Bangu, Del Castilho, Ilha do Governador, Anchieta, Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Ipanema.

ESTÍMULO AO USO DA BICICLETA

O uso da bicicleta será estimulado com dois estacionamentos e um bicicletário, que vão funcionar no Centro. Um ponto de aluguel de bicicletas será montado em frente à estação de metrô do Largo da Carioca.

No Dia Mundial Sem Carro de 2009, segundo a CET-Rio, houve redução média no tempo de percurso de 27% nas vias da cidade do Rio, chegando a 59% na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca.

No Centro, no Grajaú e ainda em Bangu a prefeitura vai promover atividades de cultura e lazer para conscientizar a população.

Veja onde estarão disponíveis os bicicletários no Centro:
- Estacionamento subterrâneo da Cinelândia - R$ 2 pela primeira hora e R$ 1,50 pelas seguintes
- Estacionamento subterrâneo Santa Luzia – gratuito
- Estacionamento IBMEC, na Avenida Presidente Wilson, 118 - gratuito

(Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro)

4 de jul. de 2010

COPA DO MUNDO E O FANATISMO FUTEBOLÍSTICO

NOSSO COTIDIANO

Desde 11 de junho tenho acompanhado a mais este evento esportivo de escala mundial como a Copa do Mundo FIFA 2010, realizada na Africa do Sul, como sempre, nosso país e mais 31 disputam entre si a conquista da taça de campeão, no caso do Brasil, o Hexa. E já quase nas Semi-finais, durante esse longo tempo, estive acompanhando os fatos decorrentes deste mundial, uns bons e outros ruins, mas o que me impressionou muito e só agora pude reparar é como um evento como este pode causar principalmente em seus espectadores um fervor excessivo, as vezes irracional e quase sempre persistente por qualquer fato negativo ou que tire suas esperanças em favor de uma seleção. Tivemos vários exemplos ocorridos, desde a 1ª fase com a eliminação de grandes seleções como França e Itália, as Oitavas com a eliminação da Inglaterra, e claro, nas Quartas-de-final com a eliminação do penta-campeão Brasil. Até considero normal que todos nós ficamos desapontados quando perdemos (direta ou indiretamente), porém, a situação passa a ser anormal a partir do momento em que uma pessoa deseja expor fisicamente sua revolta e indignação diante de uma derrota ou ainda apostar algo de valor, deixando de priorizar aquilo que seria muito mais importante do que num simples torneio de futebol, ainda que seja mundial. Vou citar três exemplos abaixo de fanatismo futebolístico ocorrido só neste período de Copa que eu os considero graves:

Cônsul da Holanda no Rio é atingido por rojão durante comemoração.
Matéria do jornal O DIA de 03/07/2010

Este caso ocorreu após o jogo entre Brasil e Holanda, no dia 02 de Julho, nas Quartas-de-final, onde o Brasil perdeu de virada por 2 à 1. Logicamente, muita gente (inclusive eu) não nos conformamos com a derrota, mas e daí? Isso não significa que por conta disso eu tenha que atingir uma pessoa com um rojão só porque ela torce para um time rival, até porque a culpa não é dele pela derrota brasileira.

Presidente nigeriano suspende seleção nacional de futebol por dois anos.
Matéria da BBCParaAfrica.com em 01/07/2010

Este caso inclui a interferência do governo nigeriano na sua própria seleção de futebol com intenção punitiva devido sua péssima atuação nesta Copa. Dá a impressão de que o país depende unicamente de sua seleção vencer a Copa, e que sua vitória irá resolver todos os problemas do país, mas será que depende realmente de um jogo de futebol para que a Nigéria tenha parte de seus problemas resolvidos!? E o pior é que por conta disso, a FIFA pretende excluir suas seleções, clubes e arbitros de todas as competições internacionais caso o presidente permaneça na ideia de se interferir no funcionamento da seleção de futebol, até porque isso faz parte da própria regra da FIFA. Até o momento, o governo nigeriano não se pronunciou e não voltou atrás com a decisão. Uma pena que um futebol brilhante como o dos nigerianos pudesse ser prejudicada só porque o presidente não gostou de vê-los serem eliminados na 1ª fase. Imaginem só se isso fosse aplicado no Brasil???

O governo ganês havia prometido pagar US$ 50 mil a cada jogador da seleção de Gana, caso a mesma vencesse.
Matéria da BBCParaAfrica.com em 02/07/2010

Esta matéria é sobre a imensa felicidade de ter pela primeira vez um país africano indo tão longe no mundial, mas no trecho da matéria, o próprio governo de Gana (ou Ghana), país da Africa ocidental teve a intenção de destinar US$ 50 mil dos cofres públicos de seu país para enriquecer os jogadores que fazem parte da seleção de futebol, além tambem destes já ganharem seus próprios salários, que provavelmente não é baixo. Tendo em vista que são 11 os jogadores em campo atuando, dá-se um total de US$ 550 mil que o governo gastaria, lembrando que Gana é um país com mais de 23 milhões de habitantes, com uma renda per capita de US$ 1426, além de ter uma alta taxa de desigualdade e analfabetismo beirando os 60% da população. Vejam, o governo gasta seu dinheiro para alimentar a industria futebolística, enquanto a saúde e educação ficam a míngua.

Fora outros casos de igual gravidade ou pouco menor, mas diantes destes, percebo o quanto o fanatísmo futebolístico tem influênciado a cabeça de algumas pessoas que a fazem perder total controle em prol daquilo que elas depositam tamanha confiança e credibilidade, e claro, é algo que tanto eu como muitos devemos tomar cuidado para não sermos influenciados por esta onda. Vamos torcer, SIM, mas com total equilíbrio, e lembrando também que em nossas vidas existem coisas mais prioritárias do que uma simples partida de futebol.

30 de mai. de 2010

POR QUE TANTA VIOLENCIA?

NOSSO COTIDIANO

Este é um trecho de uma entrevista feita pela jornalista Ana Maria Farias, da Editora Abril, ao inesquecível Chico Xavier, sobre a questão da crescente onda de violência destes ultimos tempos:

Ana Maria:
- Chico, como é que você vê a onda de violência que aumenta a cada dia?


Chico Xavier:
- A violência é qual se fosse a nossa agressividade exagerada trazida ao nosso consciente, quando estamos em carência de amor. Ela lava, por isso, o desamor coletivo da atualidade. Se doarmos mais um tanto, se repartirmos um tanto mais, se houver um entendimento maior, estaremos contribuindo para a diminuição desta onda crescente de agressividade. À medida que a riqueza material aumenta, o conforto e a aquisição de bens também cresce, com isso retornaremos à autodefesa exagerada, isolando-nos das criaturas humanas. A vacina é o amor de uns pelos outros, programa que Jesus nos deixou há dois mil anos.


Bom, vemos que a resposta de Chico não podia ser melhor, diante do que vejo ultimamente, diante do bombardeio midiático sobre a tamanha violência que acompanhamos no dia-a-dia, e o mais preocupante é a reação negativa de grande parte da população e também da própria mídia em cima do criminoso. Muitos se revoltam e o desejam a estes o dobro do mal praticado pelos mesmos como também cobram das autoridades a devida justiça física para resolução de todos os problemas para quem sofreu da violência. Mas acredito que para tudo (o bem e o mal) tenha tido um princípio e um motivo para ter se resultado no ocorrido, e as pessoas se preocupam em resolver o fato ocorrido sem ao menos saber o princípio e o motivo.

De repente, a chave para acabar ou diminuir toda essa violência está em justamente "cortar o mal pela raiz" sendo então buscando resolver o princípio e o motivo, e a partir daí acompanhar este ou aquele cidadão infrator e ajudá-lo moralmente e psicológicamente para que de criminoso se torne um cidadão comum, ao invés de colocar este ou aquele criminoso em regime de punição física e prisional, sem ao menos a chance de arrependimento após cumprimento de pena.

Que adianta se revoltar e colocar o criminoso numa cela fechada, se o mesmo não tem arrependimento do que fez ou até mesmo nem consciência do que fez, e preso, sem fazer algo util, só tem a piorar e voltar a cometer as mesmas atrocidades. A sociedade em si tem grande responsabilidade em não só punir, mas também reeducá-lo e fazê-lo pensar que seu ato foi prejudicial para que não cometa novamente o mesmo erro. Se queremos que a violência diminua, primeiro, temos que estudar o principio das más ações para que possamos reverter o mal com o bem, no próprio indivíduo, seria uma pessoa a menos nas estatísticas dos que cometem infrações, e não apenas trancafiar cada pessoas que comete crime em cadeias, até super lotá-las, e sim, diminuir a população carcerária.

Até porque se formos pesquisar o princípio e o motivo das situações, quase todas elas são causadas por toda essa riqueza material que nossa sociedade capitalista alimenta a cada dia e exige de cada um manter sua individualidade e crescimento pessoal, sem se importar com quem 'fica para trás' nessa ardua luta de chegar ao topo, e isso acaba causando a autodefesa exagerada, citada pelo nosso saudoso Chico, durante entrevista. Em resumo, saibamos amar não somente a nós mesmos mas também ao próximo e aí sim, a violência terá seu fim.

28 de fev. de 2010

RESPEITEM NOSSOS IDOSOS

NOSSO COTIDIANO

Hoje (domingo) a tarde, havia decidido em ir a casa de um amigo meu que vende perfumes Natura (adoro, rs) logicamente ver perfumes, cremes e óleos (momento metrossexual, rsrs) e decidi pegar um ônibus para ir a tal destino. Eis que quando embarco, junto comigo também embarca uma mulher aparentando 35 anos e junto com ela uma outra aparentando 80 anos, provavelmente devia ser sua mãe, enfim... Ambas ao embarcarem, a mais nova perguntou se a outra poderia embarcar na porta traseira, sem necessidade de pagar passagem e passar pela roleta, e enquanto isso, a idosa aguardava do lado de fora da porta traseira do ônibus a boa vontade e o respeito do motorista em lhe conceder a entrada. Eis que justo momento, o motorista negou a entrada da mesma, informando que ela deveria passar pela porta da frente e apresentar seu RioCard Senior (cartão de gratuidades de idoso). Provavelmente a mesma não havia cartão e foi obrigada a pagar passagem, mas a mulher que a acompanhara (talvez a filha) deu ao motorista seu merecido dinheiro: uma nota de R$ 50. Não me perguntem como, pois eu também queria saber como o motorista conseguiu se virar pra entregar a mulher, o troco dos R$ 50,00 que ela deu, já que a passagem (no momento) no Rio é R$ 2,35, imaginem...

Mas depois me veio a cabeça uma certa lembrança dos tempos antigos (anos 90 ainda, rs), em que idoso era mais respeitado nestas situações, na época em que não existia RioCard, que os ônibus tinham porta de embarque traseira e desembarque dianteira, todo idoso apresentava seu documento de identidade entrava de graça no ônibus, e muitas vezes, nem precisava apresentar nenhum tipo de documento. Isso é um tipo de tratamento que deve ser OBRIGATÓRIO em todo país, dar acesso livre as pessoas maiores de 65 anos, que durante toda sua vida, deram o suor e o sangue de seus trabalhos para construir este país de hoje chamado Brasil e a nossa atual geração deve muito graças a essa gente que hoje encontram-se cansados de trabalharem, de cuidarem de seus filhos e que merecem um devido tratamento pela sociedade em geral e em público, principalmente com relação ao embarque nos ônibus. Entendo também que é preciso o lucro arrecadado das passagens para melhoria dos serviços prestados pelos ônibus (isso teoricamente, mas na prática, está longe de acontecer), mas uma colher-de-chá para as pessoas que construiram os alicerces dos diversos setores de trabalho deste país não custaria nada.

Mas esta infelizmente não é nossa realidade. A nossa triste realidade é assistir idosos sendo tratados como pessoas que querem "burlar" as regras por capricho, como na verdade, a lei os garantem livre acesso aos ônibus publicos, e isso tudo é decorrente da ganância dos empresários de ônibus que apenas se importam com lucros, deixando de lado o bem estar da população que o sustém. Só espero que estes um dia lembrem que também ficarão velhos e espero que não tenham que passar pelas mesmas situações que os nossos idosos passam diariamente nos pontos de ônibus.

30 de ago. de 2009

PROFISSAO FLANELINHA

Leiam abaixo a notícia publicada na Folha Online de 06/07/2009:

Flanelinha agora é profissão legalizada no Distrito Federal


Auxiliar a baliza, vigiar e lavar o carro, atividades desempenhadas em conjunto pelos flanelinhas, passaram a ser trabalho formal regulamentado no Distrito Federal, segundo decreto a ser publicado nesta segunda-feira.

Os serviços são opcionais, explicita o texto. Fica proibido coagir o motorista ao pagamento, usar álcool e drogas durante o trabalho e prestar o serviço em área de estacionamento irregular. Quem descumprir pode receber punições como advertência verbal e cassação do direito de explorar o trabalho.

Para exercer a função, não bastará anos de prática: os flanelinhas terão que se submeter a curso de capacitação que pode eliminá-los da atividade.

As aulas incluirão noções básicas de cidadania, obrigações profissionais, trânsito e relações humanas no trabalho.

Aprovados, receberão uniforme e crachá. Se cometerem irregularidades, podem ser descredenciados --a fiscalização será realizada pelo governo do Distrito Federal. Eles também terão de se cadastrar.

O decreto tem uma preocupação ambiental. Prevê que, em um ano, os flanelinhas estarão proibidos de lavar carros com água --limpeza só a seco.

O flanelinha Raimundo da Silva Neto, 52, acha que a medida vai impedir a ação de quem é mal intencionado. "Tem muito neguinho ruim. O cadastro vai ver quem é quem", diz ele, há dez anos no mesmo local.

O dentista Aloisio Manzan, 43, que se sente coagido pelos flanelinhas, diz que "levar a turma para o banco da escola" não será fácil. "Talvez moralize um pouco a situação."

A profissão existe desde que uma lei federal foi sancionada em 1975 e regulamentada dois anos depois. Só agora, porém, o governo determinou normatização local e fiscalização.

Por essa lei, o registro é dado após apresentação de documentos, como certidão negativa de cartório criminal e prova de quitação no serviço militar.

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Achei essa notícia maravilhosa, até porque os flanelinhas são muito mal vistos pela maioria dos motoristas pela forma como boa parte deles atuam nas ruas. Recentemente foi exibido em um jornal da TV que alguns deles até usavam os carros em que os mesmos cuidavam para traficar drogas ou até mesmo praticar roubos, isso registrado na própria capital federal, onde a profissão foi regularizada. Mas a questão é que o governo de DF ao invés de reforçar policiamento para inibir a ação dos flanelinhas (o que por consequência traria e causaria mais violência) preferiu investir em algo mais prático e menos prejudicial: regularizar a profissão com a intenção de reeducar e legalizar os profissionais que não estão incluídos em más ações e que apenas trabalham com honestidade e que querem apenas ganharem seu sustento. Isso é perfeito, é uma prova de que um bom investimento na educação e profissionalização resolve em boa parte a violência diária que enfrentamos nas grandes cidades, parabéns ao governo de DF.

Ricardo

7 de jun. de 2009

LIVRE ARBITRIO

NOSSO COTIDIANO

Leiam atentamente a reflexão abaixo:

QUANDO ENTRA O ANTAGONISTA
(de Richard Simonetti)

(Mateus, 26:17-30 / Marcos, 14:12-17 / Lucas, 22:7-14, 24-30 / João, 13:1-20)


Dentre as festividades da Páscoa, havia a ceia, cujo prato principal era um cordeiro, sacrificado em homenagem à fuga para o Egito.

A tradição primeiro, depois a Teologia, situariam Jesus como o Cordeiro de Deus, sacrificado para salvação dos homens.

A expressão salvação não se ajusta aos princípios espíritas. Ninguém está perdido, pois todos somos filhos de Deus e permanecemos sob seu olhar complacente.

Mesmo aqueles que se comprometeram na rebeldia e no desatino, no vício e no crime, não estão isolados na obra da Criação.

Por mais longe nos levem nossos desatinos, ainda assim permaneceremos nos domínios de Deus, regidos por leis soberanas que reajustam nossas emoções e renovam nossas idéias, mostrando-nos o que é bom e o que não é bom para nós.

Jesus veio acelerar nossa jornada evolutiva. Alguém a nos mostrar que a reta do Bem é o caminho mais curto entre a animalidade que nos domina e a angelitude que devemos atingir.
É como se nos dissesse: "Acompanhem meus passos, observem minhas lições. Andarão mais depressa..." Portanto, não o imaginemos um cordeiro, sacrificado para limpar nossos pecados com seu sangue.

Segundo o comentário de Allan Kardec, na questão 625, de O Livro dos Espíritos, Jesus foi abençoado modelo, o Espírito mais puro que já transitou pela Terra, mensageiro divino, a nos ensinar como cumprir as Leis Divinas para vivermos tranqüilos e felizes.

O Mestre aproveitaria essa comemoração para transmitir as derradeiras instruções ao colégio apostólico. Pediu aos discípulos que procurassem um homem que lhes cederia sua residência, em Jerusalém. Não se sabe quem foi. Talvez Nicodemos ou José de Arimatéia, fariseus de boas posses, simpatizantes da nova doutrina.

À tarde compareceram todos., ao que parece, sem a presença dos donos da casa, preservando-se a intimidade do grupo. Há um quadro famoso de Leonardo da Vinci mostrando Jesus ao centro de uma mesa retangular, rodeado pelos discípulos.. Segundo os exegetas, mais provável que a mesa tivesse uma forma de U, com Jesus ao centro. A ladeá-lo, Simão Pedro e João.

Os discípulos viviam momentos de expectativa. Sabiam que algo importante estava para acontecer, mas não tinham a mínima idéia das tormentas que viriam, não obstante o Mestre deixar bem claro que enfrentaria duros. testemunhos, culminando com sua morte.

Após uma convivência de três anos, ainda não haviam assimilado a idéia do Reino de Deus como uma realização interior. Imaginavam tratar-se de conquista puramente material. No momento oportuno, Jesus convenceria os incrédulos, submeteria os poderosos à sua vontade soberana, e instalaria o Reino.

Passaram, desde logo, a tratar de um assunto que lhes parecia fundamental: Qual deles seria o maior na nova ordem, o preposto principal de Jesus? Podemos imaginar a melancolia de Jesus, observando os companheiros. Não haviam entendido absolutamente nada.

Em dado instante, ergueu-se, tomou de um vaso d'água e passou a lavar os pés dos discípulos. A reação foi imediata. Todos acharam absurdo que Jesus se portasse co- mo simples servo.
Simão Pedro perguntou:
- Senhor, por que me lavas os pés?
- O que faço, tu não sabes agora, mas saberás depois disso.
- Não, Senhor não me lavarás os pés!
- Se não te lavar, não terás parte comigo!
- Então, Senhor, não só os pés, mas também as mãos e a cabeça.
Era bem o velho Simão, sempre efusivo exagerado.

Jesus lavou os pés de todos. Depois, erguendo-se, falou:
- Vós me chamais de Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. E se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, assim deveis fazer uns aos outros.
O ensinamento é magistral, reafirmando a mensagem mais importante:
Para Deus o maior será sempre aquele que mais disposto estiver a servir, o que mais se dedique ao bem comum.

Quando chegar a nossa hora, quando retornarmos à espiritualidade, ninguém nos perguntará por nossos títulos, patrimônios, cultura, conhecimento. Se fomos o presidente da república, um capitão de indústria, um artista famoso, um desportista vencedor ou mero trabalhador braçal.
As perguntas fundamentais serão:
O que fez de bom?
Quantas pessoas ajudou?
Quanto amor disseminou?

Em seguida, Jesus revelou:
- Em verdade, em verdade vos digo: um de vós que come comigo há de me entregar: A mão do que me trai está comigo à mesa.
Tinha plena consciência dos planos de Judas. Lia a alma das pessoas como a um livro aberto.

Os discípulos ficaram indignados. E lhe perguntavam, ingenuamente:
- Acaso sou eu, Senhor?

Jesus reiterou:
- Um dos doze, que põe a mão no mesmo prato comigo, esse me entregará. O Filho do Homem vai, conforme foi determinado e está escrito a seu respeito, mas ai do homem por quem o filho do Homem for entregue! Seria melhor para esse homem se não houvesse nascido!

Ao dizer que seria melhor não ter nascido, Jesus demonstra que a traição de Judas não constava do projeto messiânico. Aconteceu, não por decisão divina, mas por desatino humano, na iniciativa de um discípulo iludido com as conquistas materiais. O mal nunca é programado.
Situa-se por fruto das ações do Homem, quando contrárias à vontade de Deus.

Dirigindo-se a João, sentado ao seu lado, Jesus informou que o traidor seria aquele a quem entregasse o pão molhado no vinho. E o ofereceu a Judas, dizendo:
- O que tens que fazer, faze-o depressa!
Judas tomou o pedaço de pão e saiu imediatamente.

Diz o texto evangélico que depois do pão, entrou em fudas o antagonista, simbolizando as influências nefastas que o norteavam. Ninguém, à exceção, talvez, de João, compreendeu o que acontecera. Como era Judas quem guardava a bolsa do grupo, pensaram que saíra a comprar o necessário à festa e algo a dar aos pobres.

Indagará o leitor:
Se a traição de Judas não estava no script, por que Jesus não procurou demovê-lo?
A resposta é simples: Não adiantaria!

Judas firmara um propósito - promover uma reação popular com a prisão de Jesus, iniciando uma revolução. Nada do que o Mestre lhe dissesse haveria de modificar sua intenção, mesmo porque, a essa altura, sentia-se ele próprio um instrumento divino.

Se Judas não aprendera as lições de prudência e mansuetude, exemplificadas por Jesus, em três anos de convivência, não haveria de se sensibilizar com novas advertências.

Há quem questione a ação dos mentores espirituais quando as pessoas se envolvem com o mal. Por que não interferem? Equivocada dúvida!

Eles nunca deixam de nos advertir e orientar pelos condutos da intuição, além de mobilizarem variados recursos educativos, envolvendo a religião, o lar, a escola...

Quando a pessoa permite que, a par dessas benesses, entre em seu coração o antagonista, representando o envolvimento com as tentações e enganos do mundo, pouco adianta o empenho do mundo espiritual.

É deixar que a pessoa exercite o livre-arbítrio e quebre a cara, como se costuma dizer, aprendendo pela didática severa da dor, que é preciso respeitar as leis divinas.

(Página da revista REFORMADOR, AGOSTO, 2002)

Bem, meus caros amigos, recebi esta mensagem por e-mail através de um amigo e ao lê-la, me fez lembrar rapidamente de uma situação parecida da qual presenciei esta semana, com dois amigos meus, que moram juntos, sendo que, ambos possuem idade bem diferenciada (um 18 e outro 37) e logicamente, pensamentos e gostos muitos diferentes, apesar de se gostarem muito. Mas o que me chamou atenção é que o mais velho costuma impor o valor de suas opiniões e gostos para o mais novo, proibindo deste de fazer algo que para o mais velho, seja errado e prejudicial ao mais novo.

Isso está ocasionando em certos momentos, pequenos conflitos entre eles, que mais tarde, vem a cessar pois ambos realmente se gostam muito ou se necessitam, mas o pequeno conflito ocorre pois o mais novo possui uma personalidade muito diferente e lógicamente não irá conceber as ideias do mais velho de imediato. Mas a questão é que o amigo mais velho deveria apenas orientá-lo sobre o certo e o errado e mostrar-lhes as consequências e se o mais novo não as seguir, seria mais tarde punido pelo próprio erro, é assim que muitas pessoas aprendem (inclusive eu), infelizmente...

Mas esta é realmente a verdadeira justiça divina do livre-arbítrio, onde intuitivamente você recebe alertas sobre algo que lhe prejudique com a intenção do amor, e quando não as segue, é punido com a dor, do modo mais simples e popular "se não aprende com amor, aprende com a dor" e se meus dois adoráveis amigos se não começarem a compreender essa questão, podem vir a se estranharem e até se separarem, o que é uma fatalidade que ocorre com uma grande parcela de pessoas, nas relações pais-filhos e marido-esposa, em que um tenta impôr o que o outro não aceita devido a sua personalidade, então, sigamos o exemplo da reflexão, apenas oriente o melhor possível ao seu próximo sem impôr nada e deixe que seu livre-arbítrio tome parte.

17 de mai. de 2009

NUMA AÇÃO EM VÃO, O QUE VALE É A INTENÇÃO

NOSSO COTIDIANO

Leiam atentamente a reflexão abaixo:

Um enorme incêndio atingiu uma floresta, onde muitas criaturas viviam.
Os animais de maior porte conseguiam fugir,

enquanto os menores e os filhotes íam sendo alcançados pelas chamas.

Todos fugiram desesperados, enquanto o fogo se alastrava destruíndo tudo.

Em meio a esta grande tragédia,

um pequeno colibri voava para o rio onde pegava água com seu bico,
e a aspergia sobre o fogo.
Um lobo Guará se admirou, e falou-lhe:

- Você acredita que vai conseguir acabar com este incêndio desta maneira?

E o pequeno pássaro respondeu:
Certamente que não, mas estou fazendo a minha parte.


A moral da história é que uma pequena ação movida pelo pássaro podia resultar em uma grande mudança, no caso da história, seria em apagar o fogo. Mas de vista, percebe-se que a ação do pobre pássaro era em vão, pois o mesmo sozinho não teria como apagar o fogo, ou se houvesse a possibilidade, levaria muito tempo, mas o mais importante nisso tudo é a verdadeira intenção do pássaro em ser perverante naquilo que busca, que era em apagar o fogo.

Agradeço pela minha amiga e ex-companheira de trabalho, Ana Lucia Pacheco que havia me enviado essa reflexão, mas o motivo do qual escrevo hoje não seria somente pela reflexão e sim que no dia em que minha amiga me enviou a mensagem, lembrei-me de algo bem parecido e que eu presenciei e achei muito interessante.

Segunda-feira por um motivo em particular que não preciso contar agora, tive a ideia de ir até Sepetiba e reelembrar a época em que havia ido para lá com meu pai e recordar os bons tempos em que ainda se dava para tomar banho em suas praias (que na época apesar de ainda se observar água, já apresentava alguns sinais degradantes como lodo e sujeira). Mas em comparação aquela época, esperava que nos dias de hoje as coisas teriam melhorado, e como me decepcionei.

Deparo-me com uma Sepetiba PARADA NO TEMPO, com ruas esburacadas e algumas até sem asfalto, esgotos correndo a céu aberto e o principal, a BAIA DE SEPETIBA, não só continuava em situação degradante, como ainda não se via mais a água da qual banhava suas praias, ao invés disso, era lama e muito lixo... Fui até o ponto final do ônibus até a praia da Brisa, e comecei a andar e observar aquela triste cena que eu via. Este pedaço de praia ainda não estava totalmente tomada pela lama que atualmente está assoreando a baía de Sepetiba, e com a maré que estava alta, ainda conseguia ver água pela praia, rsrs... E andando, observei uma coisa muito interessante da qual tem a ver com o assunto em questão.

Vejo uma mulher, aparentemente simples e que recolhia pacientemente os resíduos de lixo que boiava as margens do resto de areia que aparecia na praia, mas para quem a observava, via que esta mulher poderia ser uma louca qualquer que só perdia tempo recolhendo algo que mais tarde surgiria (devido a "bela" educação de nosso povo quando se avista algo sujo), mas para mim foi uma visão, digamos... reconfortadora! Sim, pois via em sua ação uma esperança ou uma intenção valiosíssima de tentar amenizar o que já estava ruim. Claro que isso não iria despoluir toda a baía de Sepetiba, mas como havia dito antes e o que o pássaro da história fazia, a intenção era de grande valia, pois a mulher estava deixando a praia (ou o restante dela) sem lixo.

De início, ainda não tinha observado o quanto aquilo era impressionante, continuei a andar pela praia para passar o tempo e na volta para pegar o ônibus, não resisti e tive que tirar uma foto do que ela fazia. Infelizmente nao pude tirar perto porque isso me implicaria em falar com ela e pedir autorização e como eu não a conhecia, tive medo de chegar até ela, porque mesmo que a intenção fosse a melhor de todas, não sabia ao certo se ela não iria me fazer algum mal (quem mora em uma cidade grande, há de se preocupar com muitas coisas, principalmente com algumas pessoas que encontramos na rua), então, tirei a foto do meu celular e fui-me embora.

Aquilo não havia me saído da cabeça, e quando passou-se um tempo, essa minha querida amiga me envia a mensagem pelo meu orkut e daí lendo, lembrei do episódio e decidi escrever aqui no meu espaço. Bem, a minha intenção foi de mostrar a todos vocês o quanto somos capazes de se esforçar em busca de algo que a principio parece estar longe de almejarmos, mas façamos como o pássaro da história e da pobre mulher que recolhia o lixo da baía, vamos nos tornar grandes em ações e intenções, mesmo quando estamos pequenos em situações sem soluções, e afinal, nada neste mundo é impossível.

Foto: Ricardo D. Santos
Na foto, o que restou da praia da Brisa, em Sepetiba, zona oeste do Rio, mas observem também que na praia, há uma mulher que recolhia todo o lixo e deixava num cantinho que talvez viesse a recolher, não importando o resultado, o importante foi a intenção, seria maravilhoso se todos fizessem o mesmo!

Excelente semana a todos!
Ricardo

10 de mai. de 2009

O QUE O AMOR CONSTROI, AS PESSOAS DESTROEM

NOSSO COTIDIANO

Hoje lendo o jornal Extra, na página 3, havia uma matéria interessante, sobre o fim de relacionamentos por causa do Orkut (site de relacionamentos), o título da matéria não podia ser outro a não ser culpar sempre "algo" por causa de uma má ação de alguém, e eis que o título era "o que o amor constrói, o orkut destrói". Há que muitos devem concordar com isso, e não é toa, tem até comunidades com este mesmo nome, e com grande numero de participantes. Mas será que estes participantes pararam para pensar que o grande vilão da separação de algum namoro ou casamento são eles próprios?

É notável que ninguém tem costume de analisar os próprios erros e se cometeu um, é sempre culpa de algum fator, neste caso, culpam o orkut. Mas ora, o Orkut nada mais é que um site de relacionamentos, com a intenção das pessoas se relacionarem e se conhecerem, mas na minha opinião, vejo que algumas pessoas ainda não estão habituadas a suportar todo tipo de desafio, e um deles é a tentação da confiança, ou a que ponto você confia em seu parceiro? Daí vem o orkut e mostra a tona o quanto as pessoas são precipitadas unicamente porque não confiam nas outras em que se assumiu um relacionamento sério, e essa precipitação sem análise e compreensão, acaba levando a separação.

Vejo numa unica conclusão que isso se deve a falta do verdadeiro AMOR, que poderia impedir isso. Se houvesse um pouco de AMOR (que não só compreende a união íntima, mas também o respeito, compreensão e paciência), com certeza o Orkut não seria o "responsável" pela separação desses casais. Mas ainda acredito que algum dia, as pessoas vão melhor compreender isso, e então não mais precisaremos ler notícias ridículas e desagradáveis como esta no jornal.

Excelente semana a todos!
Ricardo

22 de fev. de 2009

UM FELIZ CARNAVAL

NOSSO COTIDIANO

Olá pessoal. Mais um carnaval chegando, e eu nao deixarei este passar sem um bom aproveitamento, e aproveitando que estou de férias, vou terminar meus ultimos dias de "gozo de férias" lá em Porto Seguro, na Bahia, viajei dia 20 e só retorno dia 01/03, até lá contarei as novas do meu carnaval e do meu finzinho de férias, ok... A todos um ótimo carnaval com muita curtição e moderação pessoal, até a próxima!

Ricardo

4 de jan. de 2009

FELIZ 2009

NOSSO COTIDIANO



Adeus ano velho, feliz ano novo
Que tudo se realize
Pro ano que vai nascer
Muito dinheiro no bolso
Saúde pra dar e vender!

Que 2009 traga muita paz e felicidades,
para mim, para vocês e para todos!

Ricardo